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Com aumento da participação do Brasil, as importações norte-americanas de compensado estrutural tendem a dobrar em 2016

Dezembro 05, 2016
Author: Marcelo Schmid

De acordo com os dados de Agosto do levantamento do United States Census Bureau, as importações norte-americanas de compensado estrutural (coníferas) estão se encaminhando para um aumento de 60,4% em 2016, representando um total de 97 milhões de metros quadrados – aproximadamente 12% da produção interna do país. O aquecimento do mercado imobiliário e de construção civil e o fortalecimento do dólar se apresentam como os principais responsáveis por esse aumento. A marca de 90 milhões de metros cúbicos representa o maior volume de importação em 10 anos, superando os 63 milhões registrados em 2007, embora ainda abaixo do pico de 158 milhões de 2005 (Figura 1).

As tendências dos preços de importação americanos se espelham nos preços internos do país, em dólar. Após um pico de US$ 4.875 por metro quadrado em 2013-2014, os preços de importação caíram 31,1% e se encontram atualmente em torno de US$ 3.357 por metro quadrado.

 

Brazil_Dec_1.png

Figura 1 – Volume e preço de importação de compensado estrutural nos EUA.

 

Com exceção da China, praticamente todos os países planejam expandir o volume de exportação aos EUA nesse ano, mas nenhum mais do que o Brasil. Recentemente, o Brasil conquistou parte do mercado anteriormente dominado pelo Chile, aumentando sua participação no mercado de exportações de compensado de 5% em 2011 para 57% em 2016 (o Chile caiu de 90% para 32% no mesmo período) (Figura 2).

 

Brazil_Dec_2.png

Figura 2 – Participação dos principais players no mercado de compensado estrutural americano.

 

Desde 2012, as transações de exportação dos compensados brasileiros para os Estados Unidos foram realizadas a preços mais baixos quando comparadas às médias dos demais países (892 dólares a menos em cada milhão de metros quadrados). Desde a recessão norte-americana, em 2009, até o ano de 2014, a média de exportações do Brasil foi de aproximadamente 7 milhões de metros quadrados por ano. Entretanto, quando a economia do país entrou em declínio e o Real foi desvalorizado em relação ao dólar, os importadores dos EUA puderam comprar a preços mais baixos. Em 2016, com a continuidade da desvalorização do real, os preços de importação atingiram o menor valor em 7 anos – 2.715 dólares por milhões de metros quadrados. Consequentemente, as exportações brasileiras para os EUA aumentaram para aproximadamente 25 milhões de metros quadrados e podem dobrar em 2016 – aumentando de 1% para 7% da produção interna norte-americana (Figura 3).

 

Brazil_Dec_3.png

Figura 3 – Volume e preço de exportação de compensado estrutural brasileiro para os EUA.

 

As importações chilenas também se encaminham para um aumento, ainda que num ritmo muito menos acelerado se comparadas às brasileiras. Isso porque, ainda que o peso chileno também tenha depreciado em relação ao dólar, a taxa de câmbio tem sido muito mais estável. Como resultado, a diferença do preço de exportação dos produtos chilenos para os EUA em dólar em relação à média de todos os países exportadores aumentou de US$ 404 em 2013 para US$ 1.088 em 2016 (Figura 4).

Brazil_Dec_4.png

Figura 4 - Volume e preço de exportação de compensado estrutural chileno para os EUA.

 

Perspectivas

Para 2017 a Forest2Market do Brasil espera-se um crescimento gradativo e contínuo do setor americano de construção civil. É provável que o Sistema de Reserva Federal aumente a taxa de juros em dezembro de 2016, o que ocasionará o enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas. Com isso, a importação de compensado tende a enfraquecer e se estabilizar em 2017.

Possivelmente, os maiores efeitos dessa queda serão sentidos pelo setor de painéis estruturais da América do Sul, em especial no Brasil e no Chile. A economia brasileira tende a continuar sua lenta estabilização, fortalecendo o real. De forma geral, espera-se uma queda no preço do dólar, chegando a R$ 3,00 em 2017. Isso tornará o compensado brasileiro mais caro para os EUA, diminuindo a participação do Brasil no mercado americano.

 

 

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